O governo anunciou mudanças nas regras do fundo de garantia. São 10,2 milhões de trabalhadores que poderão sacar todo o dinheiro que estava bloqueado em contas inativas.


O presidente Michel Temer anunciou a medida durante um café da manhã com jornalistas. A pessoa que pediu demissão de um emprego com carteira assinada até 31 de dezembro de 2015 poderá sacar todo o valor do FGTS depositado pela empresa na conta que ficou inativa.


 

“Ele saca por inteiro. Não há limite pra isso. Portanto, é uma injeção de recursos que vai mobilizar, movimentar a economia. E equivale, pelos cálculos do planejamento, a cerca de 0,5% do PIB”, declarou.


Segundo o próprio Temer, serão cerca de R$ 30 bilhões injetados na economia brasileira, que atravessa o segundo ano seguido de recessão. Todo trabalhador com carteira assinada tem uma conta do FGTS que fica inativa quando ele pede demissão. Por isso, a pessoa que já passou por vários empregos pode ter diversas contas inativas.


 


Esse dinheiro ficava parado e que só poderia ser sacado depois de três anos sem emprego com registro. Ou em outros casos previstos na lei, como aposentadoria ou a compra da casa própria. Agora, o trabalhador vai poder retirar todo o dinheiro dessas contas, mas os saques só serão liberados aos poucos em 2017.


“Nós divulgaremos um calendário, a depender da data de nascimento das pessoas. Esse calendário será divulgado até o início de fevereiro. De modo que não há necessidade das pessoas atropeladamente correrem à Caixa Econômica para essa retirada”, explicou Dyogo Henrique de Oliveira, ministro do planejamento.


Existem três maneiras de descobrir as contas inativas e o saldo de cada uma delas. O trabalhador pode baixar o aplicativo do FGTS da Caixa Econômica em qualquer smartphone. Também é possível acessando o extrato do FGTS com o cartão do cidadão e no site da caixa. Em caso de dúvida, o trabalhador pode ligar de graça para a Caixa Econômica Federal no telefone:



  • 0800-726-0207.


“O rendimento que o fundo de garantia proporciona é ridículo. Ele é menor do que a poupança, que já é um rendimento pequeno. Então é uma medida boa. Nesse momento de aperto geral, qualquer assopro já é um alívio”, diz Hélio Zylberstajn, professor sênior da Universidade de São Paulo.


O economista Celso Toledo, diretor da LCA Consultores, avaliou a medida como positiva, mas com efeito limitado na economia. “É um paliativo pra uma situação que está muito estressada, não atrapalha, pode ajudar, mas o importante dessas medidas que estão sendo anunciadas, não só essa como as outras, é de você criar condições pra uma retomada mais forte no longo prazo”.




OPORTUNIDADE (Apenas Hoje)




O governo garante que a medida não traz risco para os setores que usam o dinheiro do FGTS como habitação, mobilidade urbana e saneamento. O economista Simão Silber explica porquê: “Isso não deve chegar a 7 ou 8% do total do saldo que existe nas contas. Portanto, eu diria o seguinte, para o grosso dos programas de investimentos com recursos do FGTS, não vai ter impacto significativo”, comentou o professor de economia da FEA-USP.


fonte;https://folhanacional.com/